Instruções para brincar a saltar poças – Sofía Castañón

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Este foi o plano desde o princípio:
salpicar-nos, rirmo-nos, voltar aos primeiros
rituais. Depois
aceitar transformar o jogo
em rotina,
aborrecer-nos dos pés molhados.
Assim chegou o esquecimento
e já nem sabemos que numero
de botas calça o outro.

Estamos secos, mas frios.
Estamos a salvo, mas não serve de nada.

Sofía Castañón, La otra hija (Suburbia ediciones, 2012)
Tradução: J.G / R.M

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