“Ninguém recusa uma boca rica” – Golgona Anghel

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Ninguém recusa uma boca rica,
nem mesmo quando ataca, de perto,
com aquela pedalada de puto esperto
que bebeu mais coca-cola do que devia.
Não está tudo perdido:
a chuva alinha o tempo nas goteiras.
Daqui a quatro anos vou ser formada
em copos vazios,
olheiras
e cadeiras molhadas.
O céu abrir-se-á
como um par de calções
num parque de estacionamento.

Golgona Anghel, Como uma flor de plástico na montra de um talho (Assírio & Alvim, 2013)
Fotos: Vitor Dias

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